Teste de Trilhas A e B

O Teste de Trilhas (TMT) é composto de duas partes: Trilhas A e Trilhas B. A parte A geralmente é considerada um teste de busca visual e habilidades de velocidade motora, enquanto a parte B é considerada um teste de habilidades cognitivas de nível superior, como flexibilidade mental (BOWIE; HARVEY, 2006). Foi publicado originalmente em 1938, por Partington e Leiter (STRAUS; SHERMAN; SPREEN, 1998), tendo sofrido alterações em relação aos procedimentos de administração e pontuação ao longo do tempo. Pode ser utilizado isoladamente, como instrumento de triagem, ou como parte de uma bateria de testes neuropsicológicos (LEZAK et al., 2012), sendo comumente utilizado por profissionais que trabalham com reabilitação da direção de automóveis (DICKERSON, 2013).

Antes da realização de cada uma das partes, o indivíduo realiza um breve treinamento em uma folha de amostra. Na primeira parte, é solicitado que 25 círculos numerados, distribuídos de forma aleatória em uma folha de papel, sejam ligados em ordem crescente e de forma contínua. Na segunda parte, é solicitado que números e letras, também distribuídos de maneira aleatória, sejam ligados de forma alternada, em ordem crescente (BOWIE; HARVEY, 2006). Em ambas as partes, o avaliado é orientado a conectar os círculos o mais rápido possível, sem levantar o lápis do papel (LEZAK, 2012).

A principal variável de interesse é o tempo total para conclusão do teste, tanto no Trilhas A como no Trilhas B, sendo portanto, necessário que este seja cronometrado em segundos. Os erros não contribuem diretamente para a pontuação e geralmente não são considerados, no entanto, interferem no tempo para completar o teste, uma vez que o examinador interrompe o examinado, mostrando-lhe a última resposta correta.

A idade, o grau de escolaridade e a profissão estão relacionadas ao desempenho no TMT (BOWIE; HARVEY, 2006; TOMBAUGH, 2004). Um tempo de corte de 300 segundos geralmente é usado para interromper a administração do teste, e é portanto a pontuação máxima típica (BOWIE; HARLEY, 2006).

Fedeger (2016) refere que no Brasil não existem estudos que demonstrem a relação do Teste de Trilhas com a direção de automóveis, e, portanto, não existem parâmetros específicos de linhas de corte.

(Adaptado de: Bastos, Marina Siqueira Campos. Percepção visual e risco de acidentes de trânsito em sujeitos com distonia cervical[recurso eletrônico] / Marina Siqueira Campos Bastos. – Curitiba, 2019. https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/65970/R%20-%20D%20-%20MARINA%20SIQUEIRA%20CAMPOS%20BASTOS.pdf?sequence=1).

Teste de Trilhas A e B exemplo.

Teste de Trilhas A.

Teste de Trilhas B.

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